sábado, 25 de fevereiro de 2012

Óleo de coco bendito





Olá! Como está? 

Hoje vou falar um pouquinho dos efeitos do óleo de coco. Sabe por quê? Porque percebo que as pessoas tem facilidade para acreditar em ditos milagrosos, a ilusão é doce, né amiga?

Bem, eu já tinha ouvido falar há alguns anos e quando fiz um tratamento ortomolecular para curar uma moléstia o médico receitou, não para emagrecer, mas para fins nutricionais. Não utilizei na época, pois eram tantos suplementos que eu não conseguia ingerir todos.

Agora, há alguns meses, resolvi testá-lo. Não sou gordinha, mas ganhei alguns quilos depois que parei de usar a medicação Ritalina. Minha irmã estava usando o óleo de coco e devido aos comentários inflamados do povo eu resolvi testar, adoro testar, nada melhor. Só testo quando mal não faz, lógico. Minha irmã jura que funcionou, mas ela fez uma poderosa dieta como aliada, claro! Bonitinha.


Bem, o produto além de muito caro só funciona aliado a uma dieta. Então que não emagrece coisa nenhuma certo? Sim, correto. Apesar dos apelos dos nutricionistas e dos mesmos tantos que antes o ditavam como vilão, o óleo de coco é só a bola da vez. Assim como foi a Linhaça e outros. (Minha opinião).

Eu usei e não cedi um grama sequer. Já me falaram que talvez só funcione aliado a dieta, o que para mim não faz sentido algum. Se o suplemento tem o poder de emagrecer aliado a dieta, o que emagrece por certo é a dieta e não ele. É tão lógico o fato que chega a ser ridículo. Mas, não custa adicionar alguns requisitos extras ao suplemento para vender mais, não é?

Amiga, eu não concordo com o rótulo de emagrecedor dado ao óleo de coco, mas lógico que não entendo de nutrientes e tal... usar óleo de coco pode valer a pena por outros tantos benefícios. O problema é que a maioria das pessoas estão comprando devido ao suposto efeito emagrecedor.

Óleo de coco extra virgem é ótimo como fungicida, regulador do intestino (quem tem o problema pode perder alguns gramas), hidratante, para combater radicais livres... e tantos outros benefícios, diga-se que a Anvisa nunca comprovou tais efeitos, mas não proibe, pois é usado como suplemento alimentar e não medicamento.

Garota, então, olho vivo! Nunca existiu mágica quando o assunto é emagrecer. Reeducação alimentar e exercícios físicos regulares, ainda é a melhor pedida. E quem sabe, para melhorar essa reeducação você aposte no óleo de coco? Aí vale. Mas se você aparecer aqui nesse blog jurando que com você foi diferente, acreditarei que os organismos são também diferentes e o meu está de sacanagem comigo. Mas se você fez dieta junto não vale. ok?

Você já usou óleo de coco? Como foi? Compartilhe. 

Beijinhos carinhosos. Mary

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Selinho na boca

Olá! Há tempos não apareço rsrs... hoje vim para postar sobre um assunto bastante polêmico, para os outros, claro, pois a mim nunca perturbou.

Levei Pietro numa consulta e estávamos na sala de espera, quando  Pietro, como de costume,  falou: "Eu te amoooo..." e me deu um beijo na buchecha, eu fingi que desmaiei, deixando cair a cabeça e em seguida ele me deu um selinho, sempre faz. E ainda comentou: aha... desmaiou de mentira só porque queria ganhar outro!

E lá veio uma cidadã ridícula: (tudo bem, respeito opiniões, mas ignorância não) - Ai, dar selinho em filho é um ato incestuoso. Fiquei como estátua. Deu uma pontada dolorida em meu peito, de verdade. E perguntei: por que a senhora acha isso? Ah, sei lá... acho chato, no meu Marcelo nunca dou, pois confunde a cabeça da criança, ela não saberá em quem pode dar o selinho e tal.. já vi crianças tentando dar selinho na professora e na babá.

Hum.. pensei um tanto e com delicadeza argumentei: cada um tem um pensamento, a cabeça dos adultos é que é podre, a das crianças não. Confirmo a você que algumas vezes ele tentou dar selinho em sua Dinda,  pois como não tem malícia e acha natural porque assim eu o ensinei, foi fazer. Mas logo percebeu, com a minha serena intervenção, que isso é um ato apenas praticado entre nós. A explicação para uma criança não precisa de rodeios, apenas disse que é um ato de muito amor, por isso é só nosso.

Um ato dos mais puros, amorosos e lindos que pode existir. É assim que sentimos. E logo ele aprendeu. Hoje, com quase 6 anos, já sabe a diferença quando vê adultos se beijando. Falo que existe beijo de namorados, tipo o que o papai dá na mamãe e existe beijo de amor entre pais e filhos. Então, que beijar outra pessoa além de nós, aliás eu, que o pai dele não tem o costume, só quando ele for adulto e namorar. E porque as pessoas acham que as crianças não conseguem entender? Para quê complicar o que é tão simples?


Quando ele era bebê, não o beijava assim, pois sei que as crianças pequenas são vulneráveis as bactérias dos adultos, mas sabemos que depois, as crianças naturalmente adquirem as mesmas bactérias que os pais tem em sua boca pelo simples fato de partilhar um abraço ou conviver perto demais delas.

Com o tempo, o nosso selinho foi se tornando mais raro, assim, sem perturbação nenhuma.Tem vezes  que ele me dá, e depois brinca: eca! Que nojo! E eu dou um sorriso e repito: é mesmo, que nojo! E tem vezes que é espontâneo, chega, dá um beijinho para se despedir ou quando volta para casa. Tão singelo isso!

Mas eu, porém, não sou ingênua. Sei que existem pais que violam suas crianças, pessoas com a cabeça doente que beijam crianças com terceira e quinta intenções. Ensino ao meu filho que ninguém pode tocá-lo nas partes intímas, beijá-lo na boca etc. Todos os dias pergunto sobre o assunto quando vem da escola, naturalmente, sem tom severo ou proibitivo, pois acho que o modo de falar pode incentivar a curiosidade que naturalmente é desperta por volta dos 6 ou 7 anos. Sabemos que a criança tem sexualidade mas não tem discernimento ou malícia como o adulto. Tenho uma mente muito tranquila em relação a sexualidade e as coisa naturais da vida. Trato tudo com simplicidade, carinho e muito respeito.

Posso compreender quem não tem costume ou pensa ser desnecessário dar selinho nos filhos. Sei que a intenção de alguns pais é apenas protege-los das tais pessoas de mente e ações perversas, ou até, não tem esse vínculo mais aconchegante. Acho mesmo, que não há muitas pessoas efusivamente carinhosas com os filhos, pena.  Também garanto que selinho não fará falta para o seu filho, não é disso que falo agora. Falo de abraços, beijos constantes, carinhos explícitos daqueles de deixar o filho roxo de de tanto amar. Enfim, cada um no seu "quadrado".

Mas... dar um selinho em meu filho, nunca será um ato incestuoso, é natural e instintivo. Eu o agarro, brinco, mordo e beijo todo! Como alguém pode pensar isso? As palavras tem força, e por mais que eu tente não me preocupar com o pensamento alheio, é bem marcante o fato. Prometo nunca mais dar selinho em público em meu filho, pois o estresse não vale a pena. Não sou o tipo de pessoa que curte o enfrentamento, isso me faz sofrer. E posso repetir: como tem gente de mente podre!!!

Perdão, mas desabafei.

Beijinhos carinhosos para você. Mary

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Feitiço para arrumar homem

O "feitiço" que vou transcrever abaixo, é, dizem, obra de São Cipriano, livro da capa de aço.


Nunca ouviu falar? São Cipriano era um bruxo pavoroso que criava poções diabólicas de magia negra. Porém, contam também, que ao lançar um medonho feitiço para que um amigo conquistasse uma tal donzela, esse não lhe valeu, pois a dita donzela orava fervorosamente para que Deus lhe protejesse de todo mal. Vendo que nada podia contra as forças do bem, converteu-se ao catolicismo e por causa disso fora assassinado. 

Então, especuladores, há quem diga que não, transcreveram seus escritos tanto de magia negra quanto de magia branca e esses livros ficaram famosos pelo mundo. A história confirma que São Cipriano realmente viveu, mas queimou os seus segredos maléficos ao converter-se. A partir daí deixou escritas apenas suas orações milagrosas, também encontradas no mesmo livro da capa de aço e outros.

Os livros mais "poderosos", segundo a lenda, são os de capa preta e o de capa de aço. Se você for curioso, leia. Se não for, garanto que há coisa bem melhor para ler.

Mas veja como é facinho esse feitiço mágico, só para provar o tanto de besteira que existe por aí. Eu só não fiz porque já tenho um homem, e sabe como é, mais de um deve dar muito trabalho. (Risos).


Feitiço de Amor Iuguslavo: A moça que deseja ser cobiçada por todos os homens deve esconder um MORCEGO NA SUA AXILA ESQUERDA e deixá-lo ali. Isto fará com que todo homem que encontre se apaixone perdidamente por ela. (É ou não é fácil?).

Moçoilos não se desesperem, há um feitiço para vocês também. Lá vai:

Feitiço Francês para Assegurar Potência: O homem que deseja assegurar seu sucesso com todas as mulheres deve carregar o CORAÇÃO DE UMA ANDORINHA NO SEU PÊNIS durante todo tempo. (Morri).


Ai, ai...


Onde você pode encontrar o tal MORCEGO? Aí vai um vídeo interessante para você facilmente adquirir o seu. A ANDORINHA vou ficar devendo.


           


PS: Ganhei um desses livros, o de capa de aço. Curiosamente ganhei por causa das orações. Mas nele, também há relatos de rituais macabros, supostamente utilizados por São Cipriano em sua fase negra. E confesso que não achei graça nenhuma. Mas é um livro culturalmente curioso. E não sou de forma alguma inocente, sei que alguns se servem dele para supostamente fazer maldades por aí, como os adéptos da magia negra. Se funciona só eles sabem, mas que existe gente horrenda que tenta, isso sabemos. Portanto, que fique bem claro: não faço aqui nenhuma apologia a leitura de tal livro. Mas caso queira, não há nada de pecaminoso nisso. É semelhante a ler Saramago, Paulo Coelho e Carlos Castañeda, os quais utilizam simbologias, pregações e rituais mágicos em suas interpretações. Devo dizer que há também orações lindas. Leia e vá ser feliz. O Livro descreve a dúbia realidade humana entre o bem e mal e encerra com o objetivo de provar que o mal nunca surte efeitos maiores do que o bem. Para refletir.

"Não sou perfeita, mas sou profundamente do bem."

Beijinhos super carinhoso para você. Mary


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Meu Rio Grande

Antes de tudo, um ótimo Ano Novo para você.


Saudades, saudades...
Minhas fotos:  Vinícola Miolo e Vinícola Valduga em Bento Gonçalves e Parque do Caracol em Canela

Ando atarefada e um tantin sem ânimo para o blog, sabe como é. Dizem que é o inferno astral, o mês que antecede o aniversário. Ai, e eu acho que ando crendo muito nessas coisas, rsrs... (nem quero saber de aniversário, nunca gostei do meu). Devo dizer que todos aqui em casa, os 3, completamos anos em fevereiro.

Pela primeira vez, depois de bastante tempo morando em Brasília e sempre ter ficado com os amigos nas festas de final de ano, comemoramos esse ano que passou com a família nos Pampas. Bom, todos sabem, que o único brasiliense da "gema" aqui em casa é o meu filho. Eu e meu marido, somos naturais do Rio Grande do Sul e voltar lá é sempre bom.

Visitamos várias cidades, passeamos pelas cidades que cultivam uvas e  produzem vinhos. Nunca tínhamos saido para apreciar o sul nessa região. Algumas cidades já conhecíamos, mas é sem dúvida muito gostoso retonar. (Duro que minha mãe não estava lá).

Mas voltando a falar dos pampas, cada região é particularmente diferente. Pode-se dizer que há vários "Rio Grande" dentro do mesmo. A região onde minha família mora é rodeada pelas fazendas de gado e pelas plantações de soja. Poucos são muito ricos e muitos são os menos favorecidos. A pequena cidade sobrevive do comércio local, poucos tem bons empregos e são quase inexistentes as indústrias. E nesse contexto se inclui toda, ou quase toda a região do planalto, ou noroeste. A região central, também é parecida, talvez menos latifundiária, onde há terras mistas compreendidas em planícies e serras. Há algumas colônias de cultivo de cana de açúcar, tabaco etc. Enfim, a produção agricola também é a base da economia, porém, as culturas são diferentes.

Existem outras regiões em que predominam a criação de animais, as indústrias alimentícias, os curtumes etc. Essas regiões, geralmente serranas são, ao contrário das regiões essencialmente agrícolas, ricas.

São inúmeras as fábricas de calçados, vestuário, móveis com projeção nacional bastante apreciada, e nas regiões mais frias, a riqueza vem da agricultura bem evoluída, tecnologias novas empregadas nas vinícolas. Vinhos e espumantes premiados internacionalmente, parcerias internacionais e trabalho para todos.

Existem, além, cidades que sobrevivem do turismo. Cidades como Gramado, por exemplo. Gramado possui fábricas de móveis e chocolates. Também o melhor e mais caro Natal do Brasil e o inverno, onde a neve é atração turística também cara e bem apreciada. (Acho que Gramado é a cidade mais cara para se passar as férias no Natal. Valei-me G-suis!)

Apesar de ainda existir riqueza nos pampas, eu sem nenhuma dúvida, afirmo: essa riqueza do extremo sul não é mais a mesma. Em Porto Alegre, (onde moram outros de minha família) talvez, fique bem explícita a desordem econômica ao observar o cotidiano, o aumento da violência e as favelas.

Mas o céu dos pampas continua infinitamente belo, azul e límpido e a natureza esplêndida.


“Rio Grande do Sul, dos prados que não tem fim
Por maior que tu sejas Rio Grande
caberás sempre dentro de mim”

(Hino ao Rio Grande de Simão Goldmann)


Beijinhos. Mary

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os super sinceros

 As palavras depois de ditas e as ações praticadas não podem ser apagadas, jamais.  A boca fala do que está cheio o coração (Jesus). Finge esquecer, passar borracha, como dizem, mas elas permanecem lá, na alma. Há que se vigiar as palavras, mas quem nunca proferiu palavras desconexas para o outro sem medir consequências na hora da pressão ou raiva, sem colocar-se do lado oposto, e sem ao menos pedir desculpas depois? Desculpas... ah, as desculpas. Afinal, eu sou super sincero! Tenho opinião! Que tal uns presentinhos? É assim, uns presentinhos e fica tudo bem depois. Sinceridade nada tem a ver com grosseirias, preconceitos, raiva, frustração ou falta de educação, não acham? E como é difícil pedir desculpas. Não é?


Beijinhos. Mary




Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa. Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga.
- Oh, não, não me deixem! - Suplicou a tartaruga - Levem-me com vocês, senão eu morro!
- Mas você não sabe voar! - disseram os patos - Como é que vamos levá-la?
- Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! - gritava a tartaruga.
Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma ideia:
- Pensamos num jeito que deve dar certo - disseram - se você conseguir ficar quieta um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida.
A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssima! Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram vôo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga.
Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: "Como estamos alto!" Mas lembrou-se de ficar quieta.
Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: "O que é aquilo que brilha tanto?" Mas lembrou-se a tempo de ficar calada.
Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.
- Olhem os patos carregando uma tartaruga! - gritavam. E todos correram para ver.
A tartaruga bem quis dizer: "E o que é que vocês tem com isso?"; mas não disse nada. Ela escutou as pessoas dizendo:
- Não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam!
E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada.                        
Depois, as pessoas começaram a rir:
- Vocês já viram coisa mais ridícula? - zombavam.
E aí a tartaruga não aguentou mais. Abriu a boca e gritou:
- Fiquem quietos, seus bobalhões...!
Mas, antes que terminasse, já  estava  caída no chão.  E   acabou-se    a tartaruga tagarela.    

                                                                                                             
Esta historinha traz para nós a preciosa e oportuna lição de que há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada

domingo, 20 de novembro de 2011

Os olhos dos outros




O que seria se o mundo inteiro soubesse seus segredos? Isso mudaria a forma como você vive sua vida, conduz seus negócios ou age, quando ninguém está olhando?

Você pode não ter que viver e trabalhar sob o olhar de outras pessoas, mas vale a pena agir como se estivesse.

Ser observado impõe disciplina. Se tivermos a certeza que ninguém vai saber, estamos mais propensos a pegar o atalho. Todavia, quando sabemos que alguém está observando, somos mais cuidadosos com o que fazemos. Isso é quase sempre bom.

Embora o mundo não esteja sempre nos observando, o fato é que tudo que você faz tem conseqüências, quer você esteja em público ou não. Se o que você faz hoje não pode ser feito sob o olhar de outrem, talvez não seja bom fazê-lo. Isso implica aquelas coisinhas íntimas, as quais por bem devemos resguardar.

Viva como se o mundo estivesse observando você e desfrute as inúmeras recompensas que a disciplina e a integridade trarão.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Eremita




Revendo tudo o que passei nesse ano, reavivei a lembrança de uma previsão. Não vem ao caso a minha crença ou descrença, apenas o fato em si.

Para mim, segundo a numerologia de uma amiga, esse é o ano 9. Um ano de finalização e aprendizado, marcado pelo autoconhecimento e solidão. O ano 9 reune todos os erros vivenciados durante os anos anteriores e os joga à face. Época de reflexão, com a intenção de lapidar a alma, dizem. 

E o Eremita, também o 9° arcano do tarô, rege esse ano 9. E como ele  me senti restrita, afastada. Sem vontade de  ouvir ou conviver com a sociedade. Ano de amizades desfeitas por afastamentos inevitáveis, divórcios...

Crise conjugal, a maior que tive, a volta de doenças que há tempos não importunavam, a morte repentina de minha mãe, a quase morte de meu marido e depois a minha. A dor de perceber que sou vulnerável, que posso não ver o meu filho crescer, uma pitadinha de amargura, breve, graças a Deus.

Isso ocorre, justamente quando vejo o meu filho se tornar um menino grande e percebo o quanto foram expressivas e até surpreendentes as suas conquistas. Sim, coisas muito boas e que me deixaram feliz, mas que ao mesmo tempo dão uma nostálgica sensação de nunca mais. Minha criança indo embora, seus 5 aninhos e a inquietante percepção das primeiras mentirinhas, natural da idade, mas que me atira à necessidade de desconfiar de meu filho.

Agora lê sozinho seus gibis e historinhas, mas ainda pede minha companhia e então, procuro escutá-lo, estar por perto e beijá-lo muito, sei que são os últimos anos e é bom que ele deixa eu beijá-lo e me beija, ainda rsrs..

E os primeiros cabelos brancos? Esses me põe consciente sobre o terrível fado do tempo, onde a juventude é tirana, desdenha as mulheres e não as quer bem.

Estou aguardando o ano 1, o Mago. Dizem que ele se apossa apenas do seu aprendizado no ano 9. E a partir dele são recortados os próximos 9 anos. O ano 1 é o recomeço. O início, o planejamento do que deverá ser concretizado a seguir. Será? Mas o que aprendi? Algumas coisas não serão as mesmas, talvez eu tenha melhorado. Embora outras brotam  na forma angustiada de me perceber sozinha, marcas bem profundas que talvez não sirvam para nada.

Escrevendo assim, até parece que só fiquei triste esse ano. Sim, eu realmente estive triste, mas as poucas alegrias que tive foram providências divinas de puro êxtase. Um ano de desafios inesperados, medos e limitações emocionais, mas também de uma intensa cumplicidade com a transição de meu filho e algumas conquistas materiais. Já vivenciei outros anos semelhantes, minha carta de nascimento no tarô é o Louco. Significa que não sou uma pessoa de meias  medidas ou vida simples, mas que consigo sentir felicidade em meio ao caos, assim, tipo a própria louca.


Porém, sempre deu certo no fim. Não seria diferente esse ano.

Não há como fugir da reclusão do Eremita ou de qualquer outro. Então, que venha o Mago. 


Beijinhos. Mary

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Relações amorosas através do tempo

Uma análise da evolução da relação homem - mulher, através das músicas que marcaram época.Vejam como os quarentões e cinqüentões de hoje tratavam seus amores de ontem.

Década de 30:


Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."

Década de 40:

Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e,
manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"


Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar."

Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço,
ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:

"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem
mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."

Década de 70:

Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão,
abre porta pra  mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....
Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."

Década de 80:

Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias,
luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."

Década de 90:

Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"


Em 2001:

Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão!
Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!


Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:

"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"


Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:

"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó!

Em 2004:
Ele a chama p/ dançar no meio da pista:
 

"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"


Em 2005:

Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"


Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:

"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!
Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!"

Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:


" Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?  
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer"


Agora reflita.

Beijinhos carinhosos. Mary


Obs: As fotos são meramente ilustrativas e foram todas copiadas com a URL da net. Se alguém for o dono e não gostar, o e-mail está ai em cima.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Minha tatuagem erótica

A minha nem perto dessa e não acho essa erótica


Essa está um tanto erótica
O signo de aquário, na mitologia, é representado por Ganimedes, um jovem segurando uma ânfora. Ganimedes era um príncipe da família real de Tróia. Conta-se que era o mais belo dos mortais. Tão perfeito que parecia um deus. 

Zeus, curioso, transformou-se em mortal e raptou-o para o Olimpo. Estonteados com sua beleza, os habitantes do Olimpo lhe deram um lugar de destaque: ele passara a servir as bebidas aos deuses. Servir os deuses era um feito glorioso destinado a poucos. Mas seus pais, preocupados, conseguiram que Zeus permitisse ve-lo. Zeus transportou, então, Ganimedes para o ceu, para que os pais o pudessem ver todas as noites. 

Ainda hoje, nas noites límpidas de Verão, o jovem escanção aparece no céu a brilhar, entre as estrelas de Aquário, o décimo primeiro signo do Zodíaco. E carrega eternamente sua ânfora. 

Essa história também lhe rendeu a fama de homossexual. Mas na verdade, era comum no Olimpo não haver distinção entre os sexos. A própria esposa de Zeus, sabendo da intenção do marido, nutria ciumes do belo jovem e por vezes tentara persuadi-los.

Bem, mas a história que quero contar é bem mais singela. Tenho uma tatuagem que fiz há uns 4 ou 5 anos, é uma representação do signo de aquário (meu signo, lógico), mas trata-se de uma garota a banhar-se com uma ânfora, não "um" Ganimedes. Achei interessante no momento que a encontrei numa revista bem antiga e guardei. Não sei quem desenhou. Anos mais tarde eu a adaptei no computador, fiz algumas modificações e tatuei no ombro direito. 

Há algum tempo, eu estava no elevador em BSB, com os ombros nus e uma senhora arregalou os olhos para a tal tatuagem e exclamou: - bonita! Agradeci e ela completou: - mas é muito ousada, né? Fiquei me perguntando porquê.

Outra vez, num shoping aqui perto, as moças que atendiam no bazar, aglomeraram-se para visualizar minha tatuagem, uma delas, do mesmo signo representado, deu um óooo.... que linda, mas é bem diferente, sapeee...ca! Até que a dona, gerente.. sei lá, a chamou para atender os demais clientes e as moças debandaram.

De novo, na estação do metrô, uma senhora de terceira idade, aproximou-se e procurou meus olhos. Bateu pavor, pensei que ia ser assaltada, tamanha ousadia da proximidade. Então, ela lascou um elogio às minhas sandálias: - são lindas! Combinam com você, também linda. Virou-se, quando ia, voltou e exclamou para minha tatuagem: ah... moça linda também! Quase passou o dedo!

E, hoje, eu estava no elevador e novamente uma senhora elogiou e ao mesmo tempo esculachou  minha tatoo:- é de verdade? - Sim, é. - Não gosto de tatuagem, mas essa tá bem erótica! Tem que ter coragem, mas é bonita, viu? - é, eu gosto. - Eu não faria assim, se fosse moça,claro, pois já não tenho idade. - é? E como a senhora faria? - ah, tem umas borboletinhas, estrelinhas... E o elevador chegou. 

Na verdade minha tatoo nada tem de erótica. É apenas uma garota nua, tapando os seios com os braços e a genitália com a água que sai da ânfora que ela põe para jorrar. Cabelos longos, braços finos, ancas generosas, toda desenhada com riscos negros, extremamente bem feita e talvez, única, uma vez que foi adaptada do desenho original e quiçá alguém também "atreveu-se" e teve a mesma ideia.



Ando um tanto afastada das visitas aos blogs. Problemas pessoais e um tanto de desânimo também, não pelos blogs, maravilhosos, lógico, mas por mim mesma. Sabem quando todas as coisas resolvem acontecer de uma vez? Então... 

Beijinhos super carinhosos para você.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A tigela de madeira

Foto da net


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.

- Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai - disse o filho - Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho, enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô, sentado ali, sozinho, não percebiam que, às vezes, ele tinha lágrimas em seus olhos. As únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de quatro anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:

- O que você está fazendo?
- Estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

Não importa o que aconteça ou quão ruim pareça o dia de hoje: a vida continua, e amanhã será melhor. Preciso crer nisso hoje.