quinta-feira, 14 de julho de 2011

A pessoa que amo tem Diabetes (Queremos a cura)



Você sabia que o Diabetes é uma doença milenar?

Não se tem registros do exato momento em que ela passa a ser descoberta, mas o termo diabetes foi usado por Aretaeus da Capadócia. significava "stride, andar ou ficar com as pernas em pedaços". Em 1675, Thomas Willis acrescentou a palavra Mellitus, a partir do latim significa "mel", uma referência ao sabor doce da urina. Este gosto doce tinha sido notado na urina pelos antigos gregos, chineses, egípcios, indianos e persas. Em 1776, Matthew Dobson confirmou que o gosto doce era por causa de um excesso de um tipo de açúcar na urina e no sangue de pessoas com Diabetes.

(O diabético não produz, ou produz insulina excassa. A insulina é um hormônio com a função de regular a quantidade de açúcar na corrente sanguinea).

Diabetes era uma sentença dolorosa de morte na era antiga. Hipócrates era diabético. Aretaeus tentou tratá-lo, mas não podia dar um bom prognóstico, ele comentou que "a vida com Diabetes é curta, repugnante e dolorosa." Contou que seu paciente urinava tanto que  consumiu-se, era como se o corpo fosse dissolvido até extinguir-se. Era assim que as pessoas diabéticas sofriam até a morte. Um dito rei, 15 a.C, acometido pela doença, fora retirado da vida social, e seu humilde servo o cuidara até a morte. Algum tempo depois, este, relatou todo o martírio pelo qual ambos passaram. "O rei derreteu-se dentro de si", escreveu. "Ninguém conseguia chegar perto, ele apodreceu"."insetos o rodeavam, formigas o mutilavam". Ocorria que o sabor doce da urina, atraia os insetos e as formigas; e os diabéticos morriam por desidratação, necrofília dos membros e múltipla falência dos órgãos.

Sabemos que hoje os diabéticos podem levar uma vida quase normal. Digo quase, pois convivendo com um diabético, sei que normal não é. A não ser que alguém ache bacana espetar-se 6 vezes ao dia, e viver com os dedos endurecidos pelas constantes lancetadas do monitor de glicose. A vida com diabetes, exige um controle rigoroso na ingestão dos alimentos, exercícios físicos.. enfim, uma vida regrada ao extremo. Um diabético sem tais cuidados, poderá desevolver várias doenças, que a passo lento, poderá trazer-lhe a morte em situações antecedentes bastantes dolorosas, como a amputação de membros, a cegueira, e o mau funcionamento ou a falência dos órgãos, principlamente os rins.Cuidar de uma criança diabética, então, só os pais sabem. Aplicar-lhes injeções e proibir-lhes os doces, já não é pouca coisa.

Então, se é uma doença milenar, a que mais mata no mundo inteiro, e a mais pesquisada também, porque a cura não vem? Ao contrário do que alguns pensam, o Diabetes tem investimentos milionários em pesquisas, em diversos países, mas também gera uma arrecadação vultuosa para os laboratórios que fabricam os medicamentos.

E para quem pensa que o governo dá o medicamento, engana-se. A insulina disponível pelo governo, custa algo em torno de 12 ou 24 reais, mas há uma grande porcentagem de diabéticos que não pode fazer uso "dessa insulina simples". Insulinas especiais custam algo em torno de 300 ou 800 reais. (A pessoa que amo, usa essa medicação especial, garanto que governo nenhum dá).

Se você não conhece ninguém que não possa usar a tal isulina, que bom! A pessoa que amo, não pode, pois sofria com hipoglicemias constantes e severas, isso significa desmaiar na rua, no trabalho, dirigindo o carro, entrar em confusão mental  a qualquer momento do dia ou da noite e não reconhecer você. Passamos por isso durante muitos, muitos anos. Havia noites em que eu não dormia, deitada ao seu lado, pensava que se eu dormisse, não poderia socorre-lo e estaria morto ao amanhecer, pois na hipoglicemia, ocorre a confusão mental, a inconsciência, e, não muito mais tarde, a morte.

O desgaste emocional  e no relacionamento foi inevitável, ainda hoje, há vestígios dolorosos daqueles tempos. Seriam tantas coisas para escrever, mas não é bom  reviver esse passado e nem ele gostaria da exposição aqui. Graças, o novo medicamento nos trouxe sossego e melhor qualidade de vida. Mas isso não basta, queremos a CURA.


Esse post,  faz parte da blogagem coletiva do dia 14 de julho. Pela CURA do Diabetes.

4 comentários:

  1. O pai dos meus filhos filhos tem diabetes.
    Histórico familiar.
    Mas finge que cuida, misturado ao alcoolismo.
    Fazer o que?
    Bom dia Edna.

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  2. Ixe! Não podemos obrigá-los, né amiga? Aqui tb há umas escapedelas. Bjão

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  3. Mary, eu sei o que vc passa, pois a minha família materna tem a diabete no seu histórico. Bjos.

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  4. Eu tenho diabetes e quer saber, não dou mais conta, não aguento mais esse negócio! Tem dias que penso em morrer. Desabafo.

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Espero o seu recadinho!!